Cirurgião Orofacial, ou Estética Orofacial

A busca de um sorriso atraente e agradável tem levado as pessoas a procurarem, cada vez mais os profissionais de Odontologia, pois um belo sorriso, além de contribuir para a autoestima do paciente, é considerado uma característica estética de extrema importância para a sociedade.

Nos últimos anos, o número de melhorias faciais não cirúrgicas atingiu proporções astronômicas, isso porque, ao término de tratamentos reabilitadores orais complexos, diversos pacientes questionavam se não seria possível fazer algo adicional em seus lábios, queixo e face. Assim, o cirurgião dentista passou a oferecer aos seus pacientes uma reabilitação oral mais abrangente, na qual, a face pode ser moldada e pequenas irregularidades e assimetrias podem ser melhoradas com técnicas de utilização de proteína botulínica, o famoso Botox, e de preenchimento orofacial.

O uso da proteína botulínica é comumente visto pela sociedade como uma solução de problemas estéticos, na prevenção e tratamento de rugas, mas é importante esclarecer que a atuação dessa substância se dá no plano muscular e assim, abrimos um leque de possibilidades e benefícios, quando bem indicada também de forma terapêutica. A proteína botulínica pode ser indicada em diferentes patologias clínicas, como; Apertamento, Bruxismo, Disfunções Temporomandibulares, Sorriso Gengival, Perda de Suporte de Lábios, Cefaléias Tensionais, dentre outras.

Conhecer os elementos de diagnóstico e estabelecer o planejamento para promover um sorriso harmonioso e bem balanceado tornou-se uma necessidade no dia a dia do consultório odontológico. O cirurgião dentista tem o privilégio de usar tratamentos transcutâneos para harmonizar a face do paciente para seu melhor aspecto natural. A utilização de preenchedores intra-dérmicos modificou de forma grandiosa a abordagem de correções estéticas da face, diminuindo a quantidade de procedimentos cirúrgicos estéticos, que acabavam trazendo maior sofrimento para o paciente.

O ácido hialurônico tem se mostrado o melhor material preenchedor do mercado, devido a sua alta biocompatibilidade, ou seja, por ser um material reabsorvível, interage melhor com as características da face, se adapta as mudanças que ocorrerão com o tempo, além de ser extremamente seguro.

A estética do sorriso baseia-se em uma avaliação não apenas dos dentes, mas de sua relação com os tecidos tegumentares (gengiva e lábios) e com a face. Quando tratamos um sorriso, se não tratarmos também tudo o que está ao seu redor, como gengiva, lábios e face, causaremos um desequilíbrio estético na face, pois um sorriso saudável, simétrico, clareado e jovem não estará em harmonia com lábios murchos, caídos, e nem com uma face de aspecto envelhecido, cansado ou zangado.

É impressionante a transformação que a junção desses procedimentos à odontologia pode causar na autoestima, qualidade de vida e bem estar das pessoas que os procuram. Os resultados são excelentes e sempre apresentados da forma mais natural possível!

A arte de mastigar

BOA DIGESTÃO, SACIEDADE E ABSORÇÃO DE NUTRIENTES SÃO ALGUNS DOS BENEFÍCIOS DA MASTIGAÇÃO CORRETA.

Eficiente, lenta, compassada e com pausas entre cada deglutição. Esta é a forma correta de mastigar o alimento é saboreando e começa o processo de digestão, que precede a absorção e o aproveitamento dos nutrientes. Quando feita corretamente, a mastigação oferece a sensação de saciedade com equilíbrio, pois quem mastiga bem come menos e tem digestão mais rápida, o que promove mudanças significativas na qualidade de vida. Boa parte dos problemas do trato digestivo, como gastrite, úlcera, doenças de refluxo e dispepsias, podem ter origem quando a mastigação é insuficiente.

Engolir alimentos em grandes pedaços faz com que o estômago necessite de maior esforço para triturá-los, o que pode causar esses transtornos tão comuns entre a população.

Qualquer que seja o alimento, a mastigação é uma grande aliada, pois é a responsável pela trituração e, com o auxílio das enzimas digestivas presentes na saliva, ajuda a produzir moléculas cada vez menores, deixando o alimento compatível para passar pelos outros segmentos do tubo digestivo. Além disso, quando realizada corretamente a mastigação colabora para reduzir o mau hálito.

Não há regras quanto ao número de vezes que o alimento deve ser mastigado, pois cada indivíduo tem seu padrão. O importante é alimentar-se com a consistência de cada alimento. Apesar de nem sempre a rotina agitada do trabalho, estudos e família permitir o tempo correto das refeições, o ideal é apreciar a comida sem pressa, triturando o alimento até que esteja pastoso sem que nenhum grande pedaço na boca dificulte sua deglutição. Para ter uma mastigação mais lenta e, consequentemente, uma digestão mais saudável, é aconselhável mudar a postura ao se alimentar. O ideal é descansar os talheres no prato durante a mastigação, evitar colocar alimento na boca quando ainda estiver cheia, sentir o cheiro, o sabor e a textura da comida e, principalmente, apreciar o momento da refeição e não comer em frente da televisão e do computador.

Alimentar-se é um ato nobre, portanto, qualquer desconforto implica que algo está errado e é necessário procurar ajuda profissional. Além dos problemas digestivos, muitas pesquisas relacionam a mastigação inadequada à obesidade, à dor de cabeça, aos problemas cervicais, às dores na articulação temporomandibular, à disfagia e até às alterações no sono.

O segredo da mastigação é manter a força muscular equilibrada, não ter cansaço ao mastigar e, principalmente, ter prazer nas refeições e buscar saciedade. Como qualquer função do organismo, a mastigação necessita da participação e integridade de nervos, músculos e ossos. Neste processo participam, ainda, lábios, língua, bochechas e dentes, que trabalham de forma dinâmica para movimentar a mandíbula em diferentes planos ou direções. As funções orais devem ser uma balança de equilíbrio. Se não houver harmonia entre todos esses elementos, significa que a mastigação não está correta e, com isso, é possível que a musculatura mastigatória e a estética facial sejam prejudicadas.

Fonte: Revista Saúde