Novo método analisa os dentes para fazer identificação biométrica

As bandas de Hunter-Schreger, são marcas invisíveis a olho nu presentes no esmalte dos dentes.

Os dentes possuem marcas únicas assim como as impressões digitais, as bandas de Hunter-Schreger. Pesquisadores da Unicamp estão estudando uma nova tecnologia que permitirá que pessoas venham a ser identificadas no futuro dessa forma. A análise das bandas não irá substituir a identificação por DNA, por exemplo, mas poderá ser usada em situações em que ela não for possível.

As bandas de Hunter-Schreger são listras invisíveis a olho nu presentes no esmalte do dente. O esmalte é a estrutura mais mineralizada do nosso organismo e por isso resiste melhor ao tempo e as intempéries.

As marcas resistem após a morte do indivíduo por centenas e até milhares de anos – há registros desses sinais preservados em animais mortos há 60 milhões de anos.

Bem provável que esse método venha a ser usado apenas em ocasiões especiais para identificar o indivíduo, quando os métodos tradicionais – análise de DNA, de impressões e de arcada dentária não forem possíveis.

O principal desafio é obter imagens com qualidade porque, na verdade, os dentes já têm trincas e isso dificulta a visualização das bandas.

Fonte: IG

Pesquisadores querem aposentar ‘motorzinho’ do dentista

Estudo desenvolvido numa cooperação do Centro Nacional de Pesquisas Estratégicas do Nordeste (Cetene) traz grandes esperanças para quem tem horror ao motor do dentista usado no tratamento de cáries. Em vez do aparelho que rouba o sono de muitas crianças (e de adultos), pesquisadores testam uma fórmula com nanopartículas de prata – partículas 50 mil vezes menores do que a espessura de um fio de cabelo -, que tem ação bactericida.

Os trabalhos mostram que o produto foi capaz de interromper 85% dos processos de cárie uma semana depois da aplicação. É um resultado muito animador, sobretudo quando levamos em conta que o método pode ser aplicado fora da clínica.

Dental-HygienistFeito em colaboração entre Cetene, a Universidade Federal de Pernambuco e a Faculdade de Odontologia da Universidade Estadual de Pernambuco, o trabalho avaliou 5,5 mil crianças no Estado. Do total, 2,2 mil tinham lesões nos dentes. Todas receberam a aplicação da fórmula. Para fazer o estudo, no entanto, foram levadas em consideração informações coletadas com 130 crianças. Não consideramos, por exemplo, aquelas que apresentavam cárie em estado muito avançado, com comprometimento nos dentes.

O grupo foi acompanhado durante um ano. Passado esse período, pesquisadores identificaram que dois terços das cáries continuavam inativas. O resultado é excelente. O processo de infecção foi interrompido e a recuperação foi identificada, com a remineralização dos dentes.

Bactericida

A prata iônica é conhecida há tempos por sua ação bactericida. Ela é usada, por exemplo, nas velas de filtros usadas para higienizar a água. No Japão, o produto já é usado para interromper a ação das cáries. O grande problema é que ela deixa os dentes enegrecidos.

dental_hygienist2A partir desta constatação, os pesquisadores decidiram usar partículas com dimensões de uma escala equivalente a um bilionésimo do metro, as nanopartículas. Os estudos mostraram que o produto feito a partir dessa tecnologia tem uma ação mais controlada. Ela mantém a ação bactericida, mas não provoca a escuridão nos dentes, pois o teor de prata é 600 vezes menor do que a formulação tradicional. A equipe que trabalha em cooperação com o Cetene, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, concentra agora esforços no desenvolvimento de produtos para prevenção das cáries, feitos a partir das nanopartículas de prata. Em avaliação estão uma pasta de dente e um enxaguante bucal.
Fonte: Estado de São Paulo

Técnica brasileira reduz 70% da dor no tratamento da cárie

Na busca de um tratamento alternativo para a cura da cárie com mais praticidade e, principalmente, menos dor para o paciente, pesquisadores desenvolveram uma técnica que promete acabar com até 70% do sofrimento na cadeira do dentista.

O método, chamado Alluminajet, consiste na substituição de brocas por jatos de ar. Um equipamento emite um fino jato controlado de cristais (óxido de alumínio) abrasivos que são capazes de perfurar o dente e remover as cáries. A percepção de dor é reduzida, ou até eliminada em alguns casos, devido ao fato de não haver o zumbido irritante das turbinas de alta rotação, aquecimento, trepidação ou pressão sobre o dente. Como o equipamento não encosta no elemento dentário a sensação é de apenas um ar batendo no dente.

tratamentoAlém de reduzir a dor, a suavidade do Alluminajet não permite que ocorra inflamação no nervo dentário. Além disso, esse método tem uma excelente aceitação das crianças e/ou dos pacientes portadores de fobias à alta-rotação em geral. E, apesar de o foco desse tratamento ser a remoção da cárie, ele também pode realizar outras funções. Pode ser usado para aumentar a adesão dos materiais restauradores dentais e na limpeza dos dentes em geral.

Fim das brocas?
Com o desenvolvimento de técnicas cada vez mais modernas para substituir as brocas no tratamento de lesões dentais, o futuro desses motorzinhos pode estar ameaçado? Quem sabe?

Realmente há uma tendência na odontologia em se descobrir novas técnicas que reduzam o atrito e a invasão dental, mas acredito que as brocas serão sempre necessárias, ainda que para outros procedimentos que não sejam a remoção de cáries.

Curiosidade sobre Implante dentário: Implante e Reimplante são a mesma coisa?

protese_implanteImplantes dentários são dispositivos aloplásticos (de natureza diferente da parte do organismo que os irá receber), que na Odontologia de hoje, em sua quase totalidade, são confeccionados em titânio, material biocompativel, bioinerte e neutro; e são colocados dentro dos ossos maxilares para sustentar dentes artificiais, similares aos perdidos.
Reimplante é a recolocação de um dente avulsionado ( perdido, arrancado), normalmente por trauma (os mais comuns em acidentes com automóveis, bicicletas, rollers ou pancadas do tipo queda, soco etc.) em seu próprio alvéolo (lugar onde estava antes) pelo cirurgião-dentista, debaixo de adequadas condições de assepsia e esterelização.

 

Captura-de-pantalla-2012-06-05-a-las-19.51.34Assim como os implantes, os reimplantes, na maioria dos casos, dão resultado positivo e são melhor sucedidos quanto antes realizados, motivo pelo qual, se alguma vez lhe acontecer de estar perto de uma pessoa que por golpe perdeu um dente, oriente-a a encontrar o dente e colocá-lo em baixo da língua, procurando imediatamente um cirurgião-dentista.

O que fazer durante um voo se o dente doer

Uma dor de dente pode estragar os planos para as férias. Para evitar o estresse, é indicado marcar um checkup e não ter surpresas. Mas, se o dente doer no meio de um vôo, local em que é difícil resolver o problema com um profissional, há o que fazer para não passar aperto.

03dorA dor pode ser pior em um voo, onde há menos pressão atmosférica, baixa quantidade de oxigênio disponível, baixa umidade do ar e baixas temperaturas. Essas variações podem agravar possíveis problemas já existentes na polpa do dente, provocando dores de variadas intensidades, que podem piorar durante a mastigação ou ingestão de alimentos quentes ou gelados.

Aposte em analgésico
Caso seja pego desprevenido, há formas de aliviar a dor. O analgésico deve estar em posse e ser usado de 4 em 4 horas durante o vôo.

Em vez de comer algo quente, prefira líquidos frios e alimentos com temperaturas mais amenas. Não faça bochechos com produtos antissépticos antes de saber o diagnóstico e procure um atendimento profissional logo que aterrissar.

Uma dor de dente pode estragar os planos para as férias. Para evitar o estresse, é indicado marcar um checkup para evitar surpresas. O profissional, por meio de técnicas apropriadas, controles radiográficos e testes específicos, pode avaliar e reverter algum problema preexistente, como a cárie, por exemplo.

Pode não resolver o seu problema, por que depende da gravidade que se encontra, mas com certeza já é uma ajuda.

Faça um checkup antes e boa viagem, boas férias.

Fonte: Terra Saúde

Britânico tem cegueira revertida graças a implante de dente no olho

De acordo com o site www.news.com.au, Ian Tibbetts, um britânico de 43 anos, recuperou parte da visão depois de passar por um radical e revolucionário procedimento chamado osteoodontoqueratoprótese — ou OOKP —, que consiste no implante de uma espécie de córnea artificial desenvolvida a partir de um fragmento de dente.

Cegueira revertida por implante de dente no olhoTibbetts participou de um documentário produzido pela BBC e contou que teve a córnea dilacerada durante um acidente de trabalho, que o deixou cego. Depois de tentar outras opções para recuperar a visão, o britânico decidiu passar pelo complexo procedimento, que foi realizado em um hospital de Brighton, na Inglaterra.

Conforme descreveu, a cirurgia foi levada a cabo em duas etapas, sendo que a primeira consistiu em remover um dente e uma parte do maxilar de Tibbets e inserir uma lente dentro do dente com uma broca. Posteriormente, o dente com a lente foi colocado sob um dos olhos de Tibbetts durante alguns meses para que se mantivesse vascularizado e desenvolvesse os tecidos necessários.

A segunda etapa consistiu em remover parte da córnea danificada do britânico e implantar o dente no olho. Como essa estrutura foi criada a partir de tecidos do próprio paciente, o risco de rejeição é minimizado. O dente então funciona como uma espécie de suporte que mantém a lente no lugar. Tibbetts foi recuperando a visão gradualmente, e hoje ela é equivalente a 40% do normal.

Fonte: Reprodução – Jornal Odonto

Os erros que prejudicam a saúde bucal – Parte XV

Atenção aos medicamentos

Muitas pessoas utilizam remédios para aliviar a dor de dente, entretanto, é preciso usar com cautela. A aspirina, por exemplo, deve ser tomada de 4 em 4 horas ou de 6 em 6 horas, dependendo da orientação de cada profissional. Jamais coloque o medicamento diretamente na gengiva ou dente machucado, pois o remédio pode causar queimaduras no local.

Procure um profissional para remover a causa da sua dor de dente.

Fonte: Saúde Abril

Você sente aquela dorzinha quando toma algo gelado?

Isto chama-se HIPERSENSIBILIDADE DENTINÁRIA

A sensibilidade dentária afeta um número grande de pessoas. Geralmente é causada por bebida e alimentos quentes, frios, doces ou ácidos.

Em condições normais, a dentina (camada interna do dente e que envolve o nervo) é coberta pelo esmalte da coroa e a gengiva ao redor do dente. Com o tempo, o esmalte pode desgastar-se, reduzindo a proteção. Também com o tempo, a gengiva pode retrair-se, expondo a raiz do dente. A dentina tem um grande número de poros ou tubos microscópicos (túbulos) que vão da face externa do dente até a polpa, no centro. Quando a dentina está exposta, esses túbulos podem ser estimulados por mudanças de temperatura ou certos alimentos.

A causa: A exposição da dentina se dá por vários fatores como escovação inadequada, idade, uso de bebidas ácidas como refrigerantes (que causam a erosão do esmalte), bruxismo (fragiliza a estrutura dental deixando-os mais sensíveis), uso continuo de escova dental com cerdas que não sejam EXTRA-macias com o uso de creme dental abrasivo ( lixam os dentes), entre outros

Vale ressaltar que alguns tratamentos dentais podem causar algum tipo de sensibilidade pós. Como já falamos aqui, o clareamento dental pode causar alguma sensibilidade (passageira), restaurações estéticas (algumas podem dar sensibilidade pós)

Para que não tenha essas sensibilidades,o ideal é descobrir a causa. Sempre digo que com um bom diagnóstico, fica mais fácil de obter sucesso com o tratamento.

Antes que me perguntem, aqui vão algumas dicas:

-Procure sempre por escovas de cerdas Extra Macias, ou Ultra Macias;

-Escolha sempre um creme dental que não seja tão abrasivo;

-Existem alguns cremes dentais que ajudam a diminuir a sensibilidade dentinária;

-Não use força no momento da escovação. O massageamento gengival é o mais adequado além de limpar melhor

Caso você já tenha feito de tudo o que falamos aqui e ainda tenha a sensibilidade, o dentista pode restaurar com resina composta o local da retração gengival para “selar” o túbulos dentinários. Lembrando que a causa deve ser eliminada, caso contrário, a mesma retração continuará acontecendo.

Um abraço

 

Resinas compostas também precisam de cuidados e manutenção.

Embora as resinas compostas atuais apresentem características melhoradas tanto na estética quanto em termos funcionais, é importante ressaltar que a colaboração do paciente no controle do bruxismo e parafunção diurna, higienização criteriosa , controle de alimentos ácidos ( que comprometem a união adesiva ao dente) e supervisão profissional frequente de pelo menos uma vez ao ano (no mínimo, dependendo da extensão da restauração), é absolutamente indispensável para a manutenção das restaurações com beleza e funcionalidade. Muitas vezes, os pacientes desaparecem por longos períodos, retornando ao consultório quando o material já fracassou e necessita ser trocado ou precisa de grande quantidade de reparos levando ao aumento do custo do trabalho clínico e aumentando o preparo do remanescente levando ao maior enfraquecimento da estrutura dentária.

Restaurações por melhores que sejam realizadas: com isolamento absoluto, técnica adesiva adequada ao caso, técnica incremental, polimerização correta, acabamento e polimento, não são eternas, pois nem os próprios dentes o são (envelhecem, desgastam, cariam, etc). MANUTENÇÃO DA RESTAURAÇÃO É FUNDAMENTAL PARA SUA LONGEVIDADE, esta é uma das metas da Odontologia Minimamente Invasiva.

Fonte: EPMO